Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/11/2020
A fome está diretamente ligada a questão ambiental e da desigualdade social no país. O filme da Netiflix “O poço” revela em todo o contexto o “deficit” na distribuição da comida e a falta de consciência social na sociedade. Gereng,um voluntário para participar do poço, é a representação da lucidez que a comunidade deve ter, visto que ele desce até o ultimo andar na tentativa de distribuir por igual a comida.
“Existem três tipos de pessoas. As de cima, as de baixo e as que caem”, frase inicial do filme, que retrata a única regra que rege a sociedade: os que estão em cima, não se preocupam com os que estão em baixo. A plataforma de “stream” traz, de maneira abstrata, o mundo atual. Trazendo para a realidade, o longa metragem aborda as questões de solidariedade espontânea e empatia, uma vez que na conjuntura atual todos os padrões se repetem. A reportagem do jornal do “O globo” mostra que em média, cada brasileiro, joga 41 quilos de comida fora todo ano. Todavia, o número de pessoas que passam fome só cresce no Brasil - somam-se 3 milhões nos ultimos 5 anos.
O índice de gine, que mede a concentração de renda em um país, mostrou que nos estados brasileiros, há uma discrepância grande quando relacionadas as questões ambientais: acesso a água. As regiões sul e sudeste beiram o 0 (igualdade), já as regiões do centro-oeste, norte e nordeste, ultrapassam o 0,6 ( no qual 1, representa desigualdade), segundo os dados do jornal “Futura”. Entretanto, comparando cada estado, os mais globalizados, tem mais favelização e periferização gerando então, uma linha de pobreza maior do que nos estados menos industriais.
Afim de reverter a atual situação a atual situação da fome e da desigualdade no país, deve -se manter o programa do bom prata, instalado em São Paulo, e trabalhar com a consciêntização da população, sobre o disperdício e distribuição da comida, por meio de cartazes e palestras sobre o tema, como por exemplo convidar o Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e especialista em ciência ambiental, para participar das palestras em lugaresestratégicos como escolas e teatros públicos. E o Ministério da Economia deve trabalhar na geração de novos empregos, para diminuir a desigualdade social. Desta forma a diminuição gradual da fome e da desigualdade irão ser trabalhadas, discutidas e sanadas. Para que “o poço” tenha menos de 333 andares .