Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

“Não é devido a preguiça que uma pessoa é pobre. Nem tampouco por falta de ambição ou inteligência, mas sim porque lhes faltam as coisas básicas que temos acesso todos os dias”, no documentário Vivendo com um dólar dois norte americanos, estudantes de economia, se propõe a viver essa realidade no interior da Guatemala, demonstrando a dificuldade que milhares de pessoas enfrentam todos os dias. Nesse contexto, a fome e a desigualdade social no século XXI, são problemas negligenciados principalmente pela falta de apoio do estado e a discrepante distribuição de renda entre as pessoas, como é enfatizado no documentário.

Em primeira análise, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, é dever do estado promover o bem estar social, entretanto a ausência de políticas públicas é um fator responsável por  intensificar ainda mais a fome e a pobreza, o que acaba por quebrar o contrato social defendido por Hobbes e auxiliar na difusão do caos público. Assim, sob essa perspectiva, é possível constatar a importância de programas sociais.

Além disso, a discrepante distribuição de renda entre as pessoas é um dos principais fatores responsáveis pela desigualdade social.  No qual, segundo o Coeficiente de Gini ( instrumento estatístico utilizado para definir a desigualdade na divisão de rendimentos), os países periféricos são os que mais sofrem com essa realidade. Logo, é notório que providências em especial a esses países precisam ser tomadas.

Torna-se evidente, portanto que a fome e a desigualdade social no século XXI, deve ser repensada. Dessa forma, é indispensável que a (ONU) Organização das Nações Unidas através de seus representantes  promova medidas de assistência, como distribuição de cestas básicas e auxílios remunerados as famílias que não possuem condições básicas de sobrevivência afim de que a desigualdade seja reduzida. Ademais, é fundamental que o governo, através do Ministério da Educação invista em uma educação de qualidade para que assim, a distribuição de renda seja mais igualitária e menos excludente.