Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

O filme vencedor do Oscar (2019) “Parasita” do diretor Bong Joon-ho, tem como principal objetivo denunciar uma situação crítica de desigualdade social na coreia do sul. Por meio do cotidiano da família de Kim ao serem contratados pelos Parker, observa-se com clareza a diferença de condição financeira. Fora da ficção uma situação muito parecida é vista no cotidiano de muitos brasileiros, através da relação patrão-empregado, por conta disto, a desigualdade social e a fome são desafios a serem enfrentados no Brasil.

Antes de tudo, deve-se levar em conta o contexto histórico para entender o porquê desse desafio. Com a revolução industrial, ocorreu o êxodo rural que trouxe pessoas para o urbanismo. Contudo, a quantia de trabalhos na cidade não conseguiu suprir a necessidade do povo. Com isso, o desemprego e o trabalho irregular tornaram-se uma realidade que acarretaria em desequilíbrio comunitário no Brasil.

Dessa forma, tem-se consequências, que afetam a sociedade como um todo, as quais são: desemprego, baixa escolaridade, fome, entre outros. Segundo o site G1, cerca de 10,3 milhões de pessoas passaram fome no ano de 2018, 4 milhões apenas no nordeste. Assim, levando em consideração que o nordeste é a região do país considerada mais pobre, conclui-se que a pobreza e a fome estão ligadas diretamente.

Nesse sentido, resultados como demissões, analfabetismo, altos delitos  e fome são resultados de anos de descaso e corrupções. Assim, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Economia elaborarem projetos que incentivem a contratação de mão de obra e o investimento na educação, para a queda da alta demissão consequentemente a diminuição da fome e aumento no ensino, pois, segundo Arthur Lewis “a educação nunca foi despesa , sempre foi um investimento com retorno garantido”.