Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a realidade é o oposto do que o autor retrata, uma vez que a fome a desigualdade social permanece no século XXI. Nesse contexto, o sistema capitalista e o agronegócio impactam diretamente nessa temática.

Em primeiro plano, destaca-se o capitalismo como grande causador desses problemas. Anteriormente, a 1° Rev. Industrial, as relações não eram motivadas pelo lucro, exemplo disso é que a agricultura era a de subsistência, ou seja, a plantação era feita exclusivamente para a sobrevivência da família do próprio produtor. Entretanto, com a consolidação do sistema que visa somente o lucro, a comida deixou de ser algo que todos tinham direito e passou a ser somente de quem pode comprá-la, tornou-se mercadoria. Além disso, existe o agronegócio. Após a globalização, pós Guerra Fria e com a vitória do EUA (capitalismo), os países passaram a estabelecer conexões políticas e econômicas entre si. A saber, das relações econômicas baseadas na alimentação. Isto fica claro quando um país, apesar de ser um grande produtor determinado alimento, o vende em seu território nacional por um preço bem mais elevado do que é vendido no exterior. Por consequência, a população nativa, que não possui capital, fica a margem da fome, evidenciando ainda mais a desigualdade social.

Logo, fica claro que existe entraves para que essa problemática seja progressivamente resolvida. Portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania disponibilize verbas para prefeituras de áreas mais afetadas pela fome e pobreza, a fim de impulsionar o comércio local, ajudando financeiramente os pequenos produtores a produzirem uma grande variedade de produtos e evitando a exportação, causadora dos altos valores. Não só isso, como também são necessárias palestras que incentivem a agroecologia. Com isso, a Utopia de More será alcançada pela coletividade.