Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/11/2020

O livro “vidas secas”, de Graciliano Ramos, conta a história de miséria e pobreza de uma família no nordeste brasileiro. O romance, mesmo se tratando de uma ficção, retrata uma situação análoga a muitas famílias, que enfrentam a fome e a desigualdade presentes no século XXI. Tais fenômenos são reflexos históricos advindos do período de colonização europeia, que deixou marcas não só no Brasil, mas por todo o mundo.

Em primeiro plano, no Brasil é evidente que a questão da desigualdade é muito presente, em especial na distribuição de terras, haja vista a força que movimentos como MTST tem tomado desde o governo Lula. A má distribuição de terras brasileiras têm origem no Brasil colonial, onde latifundiários europeus detinham enormes áreas sob seus domínios, áreas essas conquistadas e tomadas dos índios nativos. As divisões territoriais daquele período refletem hoje em muitas famílias sem moradia, em quanto existem quilômetros de terrenos privados sem uso.

Em segundo plano, não coincidentemente um dos continentes em mais destaque no Mapa da Fome também foi um dos continentes mais explorados no período colonial. A África enfrenta até os dias atuais o problema da fome, por conta de todo o extrativismo, guerras, e escravidão sofridos, que com o passar dos anos retardaram o processo de industrialização do continente, afetando diretamente o PIB dos países africanos que se vêem impedidos ascender economicamente.

Assim sendo, para que se vença o problema da fome e da desigualdade é indispensável que no Brasil o Ministério da Agricultura realize uma reforma agrária distribuindo terras sem uso, visando garantir o direito à moradia e não prejudicar os produtores rurais. Também é de suma importância que os governos internacionais criem empresas e industrias estatais para incentivar o comércio nacional e a exportação de produtos, tendo como objetivo aumentar o PIB e vencer os reflexos históricos do período colonial.