Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/11/2020

Para um país democrático consolidar o progresso nacional e a cidadania, o Estado necessitará reduzir as grandes entropias sociais. Diante desse princípio constitucional parafraseado, nota-se a relação de cuidado com a qual o Brasil deverá gerenciar as suas desordens, entre elas a mazela da fome e da desigualdade social na atualidade. Problema no qual se observa uma negligência acentuada dos governantes na busca de caminhos para solucionar essa vergonhosa situação. Por conta disso, há um desequilíbrio nos direitos fundamentais dos cidadãos vítimas e do bem-estar de toda sociedade.

Perante esse transtorno, há fatores literários os quais evidenciam a desatenção petrificada do Estado na luta para diminuir a desigualdade social e, consequentemente, a fome no país. Esses fatores estão retratados na obra de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, a qual descreve o sofrimento passado pela família de Fabiano no sertão nordestino devido as mazelas da desigualdade e do abando do Estado aos retirantes. E isso gerou, o contato direto com a fome. De maneira análoga, infelizmente, a desatenção governamental continua, pois famílias carentes passam pela realidade da desigualdade de renda e da fome diariamente, e isso afeta o equilíbrio da saúde, do bem-estar e da vida das vítimas.

Para além disso, é importante pontuar que durante o século XIX, época contextualizada no livro de G. Ramos, o Brasil ainda não englobava meios para diminuir a desigualdade e a realidade da fome. No entanto, esses meios já fazem parte da Constituição Federal de 1988, a qual assegura o acesso da população pobre aos auxílios de alimentação e oportunidade no mercado de trabalho e educação. Porém, lamentavelmente, essas garantias não condizem com os 10 milhões de pessoas as quais vivem sem a segurança alimentar, dados do IBGE. Ou seja, esse número deixa nítida a negligência contínua do poder público na luta contra a desigualdade de renda e da fome, e isso ameaça diretamente o progresso do país, o equilíbrio social e os direitos fundamentais de toda população brasileira.

Portanto, para a desigualdade social e a fome diminuir, o Estado deverá neutralizar a eufemização dos problemas expostos, isto é: o Ministério da Cidadania e o Ministério Público criarão um aplicativo para telefones móveis. Esse aplicativo terá o objetivo de receber informações a respeito de famílias e comunidades as quais sofrem com o abando governamental, com a fome e com a desigualdade de renda. Essa ação será administrada por meio de agentes federais capacitados. Além disso, o aplicativo receberá denúncias de gestores públicos os quais não investem na assistência social e em campanhas contra a fome. Essa ação será aprovada através de um projeto de lei no Congresso Federal. Assim, sem dúvida, os índices da desigualdade e da fome cairão, e o Brasil consolidará o seu progresso, a sua cidadania e a igualdade de direitos e deveres para todos.