Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/11/2020

Sistema de saúde precário. Educação pública deficitária. Falta de segurança nas comunidades. Entre os fatores relacionados à desigualdade no país, a fome representa um dos principais desafios que precisa ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Tal problemática se evidencia não só pela má distribuição de renda entre as classes sociais, mas também pelo descaso governamental com relação aos mais pobres.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a péssima divisão de renda no Brasil é alarmante. Desde a ascensão do capitalismo, com a Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, no século  XVIII, a burguesia ficou exponencialmente mais rica, e isso se traduz nos dias atuais com a enorme pobreza que foi gerada para sustentar uma elite economicamente dominante. Nesse sentido, fica explícito o ferimento aos direitos individuais dos mais pobres previsto na Constituição.

Além disso, o desgoverno tem se mostrado como um forte expoente ao acentuar essa problemática. De acordo com o portal de notícias G1, no ano de 2019, agronegócio foi responsável por um terço do PIB, porém a fome crescia na região Norte e Nordeste, evidenciando uma política que favorecia apenas os grandes produtores. Assim, configura-se como nocivo a compreensão de que, em um país oficialmente democrático, o Estado não garanta o acesso à alimentação a todos.

Sendo assim,  a insegurança alimentar e a desigualdade são questões importante que requerem medidas socioeconômicas para serem combatidas. Nesse sentido, o Governo Federal deve criar incentivos fiscais para que o pequeno produtor rural possa produzir alimentos mais baratos possibilitando não só o surgimento de frentes de emprego, mas também um mercado interno mais acessível. Espera-se, com isso, reduzir os índices atuais de pobreza e de fome no país, mostrando que é possível ofertar mais dignidade aos mais vulneráveis conforme é previsto em lei.