Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 08/11/2020

O livro: Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata a vida de uma família, após a chegada da seca na região em onde moravam, uma vida de extrema miséria e fome, levando-os até mesmo à se alimentarem dos animais que os acompanhavam. Tal história não está restrita à ficção, mas retrata a realidade de milhares de pessoas. Para exemplificar tal afirmação, há um senso realizado em 2017, pela Cepal, que indicou que a pobreza atingia 28% da população latino-americana e que, 77 milhões de pessoas dessa porcentagem, se encontrava em pobreza extrema. Portanto,a fome e a desigualdade social,são fatores responsáveis pelo desenvolvimento precário de uma população, estando estes enraizados em acúmulos de riquezas nas mãos da minoria e acarretando, dentre várias consequências, diversas doenças e, até mesmo a morte.

Contudo, ao analisar as causas da indigência, chega-se à conclusão, que a riqueza está extremamente mal distribuída: um estudo feito pela Oxfam, uma ONG britânica, também em 2017, constatou que em 2018 a riqueza acumulada pelos 1% mais ricos, excederia a riqueza do resto da população. Sendo assim, a desigualdade econômica, proveria do fato de que poucos teriam uma parcela gigante, e muitos teriam uma parcela minúscula, em relação ao capital global.

Concomitante à essa má distribuição, notam-se as consequências: o professor José Eli de Veiga, observou que a pobreza extrema estaria relacionada à doenças, e estas doenças relacionadas ao prejudicial desenvolvimento de uma criança, por exemplo. Consequentemente, tal má formação causaria problemas na formação cerebral dessa criança, que, também indicaria um baixo QI, prejudicando seu desempenho na escola e os sensos educacionais da região habitada por ela. Ademais, o professor também aponta que a desigualdade social não é, necessariamente, erradicada pela saída de um indivíduo da miséria, porque, da mesma forma que este pode crescer de forma socio-econômica, alguém possuidor de muitas riquezas também pode, e ao mesmo tempo. Assim observa-se uma das raízes da desigualdade e da pobreza.

Todavia, medidas são necessárias para conter tal injustiça. Um dos meios de combater a mesma, poderia ser através do ato Governamental de abrir mais ONGs e abrigos para atender aqueles que passam necessidades alimentícias, em um lugar onde encontrariam o alimento necessário e até mesmo, a oportunidade de serviços comunitários remunerados. Além de workshops e palestras às classes mais altas, com a finalidade de expor a situação de muitos indivíduos acometidos pela fome e, conscientizá-los sobre a importância de doações financeiras Espera-se com tal proposta, romper com a realidade da fome e dar a devida atenção para esta atmosfera desigual.