Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 07/11/2020
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico, por ser, assim como este, feita por partes que interagem entre si. Dessa maneira, nota-se que a fome e a desigualdade social no século XXI decorrem da má gestão governamental que tem como causa : a corrupção e a não democratização dos direitos civis, ocasionando não só prejuízos para o indivíduo, como, também, para todo o corpo social. Dessarte, é de suma importância um olhar de enfrentamento diante à problemática.
Em primeira análise, vale ressaltar a corrupção como impulsionadora da desigualdade social no Brasil. Consoante à série fictícia da Netflix, “3%” aborda o poder público e a corrupção presente nele, como intensificadores de uma sociedade desigual. Nesse sentido e fora da ficção, nota-se, hodiernamente, a semelhança da problemática com o que é abordado na série, haja vista que a má gestão do poder público em assegurar os direitos básicos civis ao cidadão, influencia diretamente na propagação da fome e da desigualdade social, já que parte da população mais pobre do sociedade é marginalizada pela não execução destas leis e pelo desamparo público. Dessa forma, a corrupção, como o desvio de verbas direcionadas à parcelas mais pobres da sociedade, presente nesses setores públicos, impossibilita a estabilidade e igualdade social, ocasionando, assim, a propagação da desigualdade na sociedade brasileira.
Em segunda análise, vale salientar a não democratização dos direitos civis como propulsora da fome no Brasil. Conforme a Constituição brasileira de 1988, todo cidadão tem direito à moradia e à vida digna. No entanto, evidencia-se a não jurisdição deste fato, uma vez que na sociedade atual brasileira, ainda há o cenário de fome entre os indivíduos mais pobres. Nesse sentido, a não efetivação do proposto pela Carta Magna vigente, influencia não só na falta de moradias, mas também na qualidade de vida do indivíduo impossibilitado de comer, configurando, por conseguinte, cidadãos marginalizados sem os direitos básicos e civis assegurados na sociedade brasileira. Dessa maneira, faz-se de valor a ação do poder público em assegurar e efetivar, na vida daqueles desprovidos de grandes quantidades de dinheiro, o direito básico como ao alimento e à vida digna, contribuindo assim, para acabar com a fome no Brasil.
Portanto, faz-se mister a solução da problemática. Logo, o Ministério da Justiça -Órgão responsável pela garantia constitucional no país- deve democratizar os direitos presente na Constituição vigente, por meio de projetos de leis, apresentadas no Planalto com o intuito de angariar verbas para a execução da ação proposta, a fim de que a fome e a desigualdade social sejam cessadas no Brasil. Assim, a sociedade estará em consonância com os demais setores, como proposto por Emille Durkheim.