Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 07/11/2020
Na obra literária “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, narra-se a história da vulnerabilidade das crianças moradoras de rua para com a desigualdade social - sem-teto - e a fome. Fora da obra, a realidade brasileira do século XXI ainda possui características desse cenário catastrófico, posto que existe uma falha no departamento governamental na organização social e, consequentemente, o aumento gritante de ações ilícitas em busca de alimentação.
De início, vale destacar que a não funcionalidade dos poderes governamentais contribuem para o impasse. Segundo o contratualista Thomas Hobbes, o Estado deve promover o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, o cenário contemporâneo do Brasil distorce esse preceito, visto que os poderes sociais - Executivo e Legislativo - demonstram falhas no que concerne à igualdade e a alimentação dos indivíduos, a exemplo da falta de abrigo e refeições para os moradores de rua, paralelo ao mostrado em Capitães da Areia. Logo, é necessária uma intervenção Estatal significativa nesse intempérie do país.
Ademais, devido as lacunas do Governo, ocorre as ações ilegais em busca de equidade social. Essa perspectiva é retratada no filme da Netflix “O menino que descobriu o vento” o qual, em uma das cenas, ilustra uma briga e roubos na comunidade por causa da falta de alimentos na região. Nesse sentido, nota-se que o direito de bem-estar social é inacessível a minoria social, que buscam frequentemente maneiras de sobreviverem mediante a exclusão e seus direitos básicos garantidos na Constituição de 1988, não executados. Dessa forma, indubitavelmente, deve-se haver projetos que incluam esse público na sociedade de forma que possibilite igualdade social.
Portanto, evidencia-se que a desigualdade e a fome no Brasil são frutos de uma instabilidade política. Por essa razão, é preciso que o Poder Legislativo - responsável pelas leis - crie, em parceria com o Poder Executivo, projetos que visam a subtração da fome, como a distribuição de tíquetes alimentares para os vulneráveis sociais, além de construírem casas para os sem-teto, a fim de amenizar a desigualdade social e a fome do país. Feito isso, o quadro apresentado no filme da Netflix não será tão refletido no Brasil do século XXI.