Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 07/11/2020

No livro, “Morte e Vida Severina”, do autor João Cabral de Melo Neto, os “retirantes” nordestinos representados na obra sofrem devido a falta de oportunidades e a pobreza. Nessa perspectiva, tal escrito revela uma crise triste vivida por muitos, contexto semelhante que está presente na infeliz fome e desigualdade social no século XXI. Devido a isso, é relevante debater dois tópicos: subnutrição e dificuldade ao acesso do nível superior de ensino. Assim, medidas interventivas devem ser aplicadas a fim de promover o bem estar no corpo social.

A priori, a falta de insumos alimentícios é uma problemática recorrente em diversas regiões do mundo. Nesse sentido, tal descaso com a dignidade humana pode gerar comprometimentos cognitivos em crianças pois, uma dieta pobre em carboidratos, proteínas, lipídeos e outros nutrientes provoca baixo desenvolvimento mental nos primeiros anos de vida, uma sequela que pode atrapalhar os afazeres da vida adulta como o trabalho ou estudos. Esse nefasto panorama é fruto da má gestão dos recursos públicos, os quais não são canalizados adequadamente às demandas das populações carentes. Com isso, cabe ao Estado efetivar seu papel social, ao analisar e agir mediante prioridade e prudência nas atitudes.

Por outro lado, muitas pessoas têm dificuldade para investir em educação, por conseguinte, o acesso à universidade se torna raro. Nessa sequência, muitos jovens não conseguem pontuar de forma eficaz nos vestibulares pela falta de orientação e materiais de estudo, além do inexistente acesso a internet em diversos lares. Em paralelo a isso, no filme “À Procura da Felicidade”, o protagonista estuda a fim de conseguir um bom emprego para ajudar a si próprio e seu filho, entretanto, sofre com a falta de dinheiro na busca, situação semelhante à pauta em discussão. Esse triste cenário da realidade é proveniente da falta de empregos disponíveis e renda, pontos fundamentais para o desenvolvimento pessoal no sistema capitalista. Por conta disso, Governo e iniciativas privadas devem dialogar, com o objetivo de produzir mais postos de trabalho.

Em síntese, fome e falta de igualdade no corpo social ainda persistem no século XXI. Por isso, o Ministério da Saúde deve enviar alimentos não perecíveis para localidades carentes, por intermédio da aquisição do dinheiro via impostos da população em produtos básicos como desinfetantes domésticos, sabonetes, bebidas e artigos esportivos, para assim viabilizar as compras e o transporte. Em suma, essas ações têm a finalidade de promover o bem estar social: boa nutrição e desenvolvimento orgânico, além de menos sofrimento para quem possui poucos bens materiais.