Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 07/11/2020

A fome e desigualdade social são dois problemas que precedem até mesmo a existência do capitalismo na sociedade. Durante a Idade Média, com o feudalismo, os servos, camada mais pobre e abundante da população, eram explorados pelo Clero e pela nobreza, que os deixavam apenas com o mínimo para a sobrevivência, enquanto os dois primeiros setores viviam na abundância, sem se preocupar com a falta de alimentos ou as condições precárias de vida da maior parte da população, descaso que está presente até a contemporaneidade.

Após seis séculos, essas problemáticas sociais ainda estão muito presentes na sociedade, e de forma mais expressiva em países subdesenvolvidos que, em sua maioria foram colônias europeias, como é o caso dos africanos e dos latino-americanos. No Brasil, é comum que milhões de pessoas vivam em habitações precárias e irregulares, ou até mesmo na rua, enquanto uma pequena parcela da população desfruta de mansões luxuosas e dos melhores serviços, sejam de saúde, segurança, lazer ou educação.

Países de terceiro mundo - nome criado durante a Guerra Fria para indicar Estados capitalistas não desenvolvidos - também acumulam graves problemas a respeito da fome, que pode ou não estar atrelada a desigualdade social. Dados mostram uma quantidade considerável de Estados africanos ainda estão no Mapa da Fome e que encontram dificuldade em alimentar uma população de países que ficaram tão pobres após grande exploração europeia, problemática que leva à morte por marasmo, doenças como kwashiorkor e perca de funções nervosas.

Para a mudança desse cenário tão crítico e preocupante que envolve o mundo todo, é de extrema necessidade que a ONU e a FAO, em união a governos federais, implantem políticas como a de renda mínima para todos os habitantes e, para países muito pobres, incentivo à produção agrícola com materiais e tecnologias vindas do capital externo ou financiadas pelo FMI.