Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/11/2020
Em 1500, às margens de Porto Seguro, as terras brasileiras ganhavam a atenção do mundo. Portugueses com suas embarcações ditavam seu descobrimento, mesmo que já houvessem indígenas nativos no local. Inicia-se, então, o processo de colonização, com o colono cada vez mais rico e poderoso e os indígenas e escravos a cada dia mais dependentes e submissos, cravando as raízes da desigualdade e deixando um legado histórico de pobreza, fome e preconceito racial.
Diante do exposto, e com o Brasil em nono lugar em economia mundial, seria racional acreditar que os rumos foram alterados. Conquanto, a história do país segue explicitando uma desigualdade importante, com reflexo socioeconômico ainda mais evidente no período de pandemia. Vale ressaltar que, mesmo após dados da FAO (Organização de Alimentação e Agricultura), referente à redução de cidadãos em situação de fome no Brasil, tal dado não volta-se à situação de extrema pobreza e modo de vida precário, tão pouco leva em conta a realidade das crianças nas ruas, crianças estas ditas como “nosso futuro”, mas que atualmente estão a mercê da sorte, não tendo acesso à educação, moradia e, tampouco, cultura. Direitos estes, básicos, assegurados desde 1988.
Sendo assim, urge que medidas precisam ser tomadas para que esse erro histórico possa ser minimizado e a perspectiva de futuro possa ser vista com esperança por todos. Tendo como início, medidas por meio do Ministério da Educação em conjunto com as Prefeituras, visando retirar crianças das ruas, com a criação de alojamentos com disponibilização de comida, vestimenta e educação, e, para os que moram com os pais e tem uma melhor condição de vida, promover melhorias nos meios de comunicação em tempos de pandemia, garantindo uma educação com mais qualidade, proporcionando salas com computadores e rede wifi gratuita, reduzindo, assim, os déficits quando comparados à rede particular. Faz-se necessária, ainda, criação de mais vagas em faculdades federais para cotas de ensino público e racial, fazendo do hoje o molde para melhoria do Brasil de amanhã e usando o passado como local de referência e não de permanência, pontuando, observando e conferindo melhorias, onde somente por meio da educação, uma nova realidade poderá ser alcançada e a desigualdade minimizada.