Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 06/11/2020

Na distopia, “A rainha vermelha”, nos é apresentado uma realidade dividida pelo sangue. Neste mundo, as pessoas de sangue prateado representam uma elite e vivem no luxo, explorando o trabalho dos indivíduos de sangue vermelho. Por outro lado, o grupo de sangue vermelho vive na miséria, submetidos á uma longa jornada de trabalho e se esforçam diariamente para a obtenção de seu alimento. Analogicamente, uma situação semelhante ao do livro ocorre fora da ficção, na qual enquanto muitos lutam para conseguir direitos básicos da vida, outros vivem na riqueza. As razões pelas quais criam ou agregam para a situação de desigualdade no século XXI devem ser discutidas,

Primeiramente, deve ser dito que muitos dos problemas de desigualdade encontrados no mundo contemporâneo são frutos de um longo processo histórico. Exemplo disso é o Brasil, no qual desde sua era colonial dividiu as terras do pais em latifúndios cedendo-as para uma aristocracia portuguesa. Ou no processo de abolição da escravidão com a criação da Lei Áurea  que apesar de libertar os escravos, não criou um sistema de inserção de todo um grupo na sociedade, deixando-os ás margens. Hoje, como consequência desses processos históricos vemos uma distribuição de terra extremamente desigual na qual 1% da população brasileira detêm um total de 46% das terras. Além da expansão das áreas periféricas ou favelas que é resultado direto da má inserção da população negra no Brasil.

Por outro lado, a desigualdade é sistêmica, e é combatida tão lentamente por um interesse das elites em manterem as coisas como estão - favoráveis a eles. Sendo assim, mediante a um sistema capitalista no qual o objetivo central é o lucro, politicas com propósito de amenizar a disparidade social são raramente aceitas. Como exemplo, podem ser citado a barragem de entrada de muitos imigrantes refugiados na Europa, que são impossibilitados de entrar em diversos países em prol da economia. E até o mesmo, o sistema agrícola brasileiro que visa a exportação, deixando muitos produtos com um preço inflado no mercado interno (Como atualmente, a situação do arroz.), agravando a fome sistêmica já presente em nosso pais.

Portanto, tendo em vista que a desigualdade e a fome tem origens históricas e são reforçadas por um sistema elitista que objetiva o lucro, uma solução para amenizar esses problemas devem ser proposta. Um dos meios para isso, em território brasileiro, é a parceria entre o ministério da educação e o da cidadania, para que juntos amplifiquem o já criado projeto do “bolsa família”, com o objetivo de aumentar a renda oferecida pelo programa, além de deixar mais rigoroso a participação escolar, fazendo com que a fome seja temporariamente combatida e que esses indivíduos tenham participação efetiva na educação, possibilitando futuramente um melhor meio de vida.