Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 09/11/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, o austríaco Zweing mudou-se para o Brasil devido às perseguições nazistas. Bem recebido e apreciado com seu novo lar, Zweing escreveu um livro cujo o título é permeado até os dias atuais: “Brasil, país do futuro”. Contudo, hodiernamente, ao analisar a forte desigualdade social brasileira e a grande pobreza vivida por uma parcela substancial da população, vê-se que o pensamento exposto pelo austríaco não se faz presente. Desse modo, cabe entender de que modo a ineficiência governamental e o individualismo coadunam-se para o agravamento dessa problemática.
A priori, é válido ressaltar a omissão governamental e os seus entraves para a mitigação dessa temática. Segundo Aristóteles, a função do Estado é garantir o bem-estar e o equilíbrio social por meio da justiça. Nesse espectro, ao observar que o país ocupa a segunda colocação no ranking mundial de concentração de renda, conforme o site O Globo, evidencia-se a deturpação do ideal aristotélico. Logo, a desigualdade social se torna um árduo e persistente problema da contemporaneidade brasileira, atraindo, consequentemente, a fome, a miséria e outras questões socioeconômicas que reforçam o caráter omissivo da gestão pública nacional.
Outrossim, vale salientar o individualismo arraigado em grande parte do tecido social. De acordo com o sociólogo Bauman, o mundo passa por um momento de modernidade líquida, no qual a falta de alteridade encontra-se no cerne desse período. Nesse panorama, as relações frágeis corroboram para a invisibilidade do ser social, uma vez que os indivíduos normalizam situações de precárias condições humanas, por exemplo, os moradores de rua, crianças pedindo dinheiro em sinais de trânsitos, etc. Assim, é indiscutível averiguar os desafios gerados para a comunidade devido ao individualismo social.
Depreende-se, portanto, que medidas seja tomadas para a mitigação dessa problemática. Nessa óptica, torna-se necessário que o Ministério da Cidadania, ofereça mecanismos que minimizem as discrepantes realidades sociais brasileiras. Para tanto, sugere-se a criação de um programa assistencialista, no qual os mais afortunados teriam parte de seus tributos fiscais destinados à conversão em renda para os cidadãos menos privilegiados, a fim de minimizar os desafios encontrados por esses indivíduos. Ademias, é de mister importância que ONG’s, realizem propagandas em veículos midiáticos e nas redes sociais, construindo cidadãos conscientes de serem organismos da sociedade, com o intuito de forma uma comunidade detentora do seu papel social e que vise a igualdade entre os seus pertencentes.