Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 06/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a fome e a desigualdade social apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagónico é fruto tanto da má distribuição, quanto do desperdício de alimentos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a má distribuição de alimentos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismo que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades, é evidente a desigualdade pois dados do Ministério da saúde em 2016, alegam que 18,9% da população brasileira está obeso, portanto são pessoas que vivem em regiões economicamente privilegiadas, já nas pessoas subnutridas a consequência da falta de dinheiro e a ausência de comida causa a fome, Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o desperdício de alimentos como promotor do problema. De acordo com o “Seminário internacional europeia”, revelam que 41,6 quilos de comida são desperdiçados por pessoas a cada ano. Partindo desse pressuposto, demonstra que o problema não esta na falta de alimentos, utilizado apenas um quarto da comida já seria o suficiente para alimentar pessoas subnutridas, dessa forma vendo a falta de concretização da população. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o desperdício contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Considerando os aspectos mencionados fica evidente a necessidade de medidas para reverte a situação. Com intuito de mitigar a fome, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione  capital que, por intermédio do Governo, será revertido em uma melhor distribuição de alimentos e de renda gerando mais oportunidades emprego, e através de palestras ou campanhas mostrar para população as consequência do desperdício, e estimular comerciantes a adotarem praticas que evitam perdas de produtos que podem ser consumidos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da fome e desigualdade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.