Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/11/2020

De acordo com as reflexões do ativista Martin Luther King, “uma injustiça em um lugar é uma ameaça à justiça de qualquer lugar”. A partir dessa linha de raciocínio, é possível traçar um paralelo com uma das temáticas que mais aflige a população: a desigualdade social em conjunto com a fome na atualidade. Logo, torna-se necessário que as sociedades e agentes competentes se unam em prol de um objetivo em comum. Assim, haverá o exercício dos direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, desenvolvida pela Organização das Nações Unidas em 1948.

A priori, é crucial destacar que a fome não se relaciona à escassez de produção de alimentos. Conforme a teoria demográfica marxista, a concentração de renda está alinhada ao subdesenvolvimento de uma coletividade e tem como consequência a precarização do acesso aos produtos alimentícios. Dessa forma, é notória a relação da desigualdade social com a fome nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, como ocorre no Brasil. Embora a alimentação saudável seja um direito explícito da Carta Magna de 1988, a realidade não é condizente com a legislação.

Por outro lado, alguns governantes brasileiros se preocuparam com o rumo da problemática e desenvolveram estratégias para amenizar o tema supracitado. Exemplo disso foi o governo do presidente Lula (Partido dos Trabalhadores), que colocou em prática os programas “Fome Zero” e “Bolsa Família”. Ambas as táticas objetivaram uma política de distribuição de renda e arrecadação de alimentos. O êxito é comprovado pela saída do Brasil do mapa da fome e redução de 75% da pobreza extrema durante o mandato de Luís Inácio Lula da Silva, segundo o jornal Estadão.

À luz do exposto, é primordial salientar que os entraves ao crescimento do país são de responsabilidade do Governo Federal, um órgão com soberania e capacidade de frear o problema. Portanto, é condição “sine que non” que haja o retorno de programas de assistência à população marginalizada e negligenciada pelo Estado. Para que isso aconteça, deve ocorrer a taxação de grandes riquezas e aplicação do imposto progressivo, com o intuito de aumentar a arrecadação de capital pelos indivíduos mais abastados, a não prejudicar a camada de baixa renda. Dessa maneira, haverá a movimentação da economia interna, ao aumentar o poder de compra dos cidadãos e garantir o acesso aos alimentos produzidos pelo país. Apenas por esse caminho o Brasil irá reduzir os níveis de desigualdade social e erradicar a fome, a alcançar o progresso.