Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 06/11/2020

Segundo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo humano, sendo necessário o funcionamento de diversos fatores para que haja perfeita harmonia. Neste sentido, é possível compreender que a aplicabilidade das leis e a atuação governamental são ações que garantem estabilidade ao coletivo. No entanto, ao verificar os quadros de fome e desigualdade no Brasil, evidencia-se a ineficiência do Estado e a ausência da Constituição. Sendo, pois, de suma importância a solução dessas problemáticas, com a finalidade de a população caminhar com prosperidade, como idealiza Durkheim.

A princípio, vale destacar que as pessoas abdicam da sua liberdade política ao designar a responsabilidade de administração ao governo, a fim de receber ações públicas efetivas. Perante este exposto, Rousseau defende que é dever do Estado proporcionar medidas que garantem harmonia à sociedade. Entretanto, ao observar tal papel governamental, na prática, vê-se que não ocorre de fato, pois existem vários povos que, no país, encontram-se à margem da pobreza. Diante disso, é indignável que isso ocorra na contemporaneidade, uma vez que, na teoria, é preconcebido o papel de guardião de todos ao governo e, na realidade, tal personificação não acontece.

Ademais, é indubitável ressaltar a inaplicabilidade das leis como contribuinte para a manutenção da fome e desigualdade no Brasil. Dessa forma, a Declaração Universal dos Direitos Humanos defende os princípios básicos da sociedade e, a alimentação e condições de sobrevivência estão neste documento. Todavia, ao verificar a distribuição de renda e o mapa da desnutrição no país, observa-se que tais princípios inalienáveis encontra-se em desuso no Brasil. Desse modo, faz-se necessário a atuação de agentes que modificam este cenário atual, dado que é dever do Governo, enquanto responsável pela administração pública, designar políticas que estão de acordo com a Carta Magna, como nesse caso.

Portanto, é preciso medidas que proporcionem equilíbrio ao coletivo. Logo, o Ministério da Cidadania e o Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, devem juntos, criar a “Associação Vida”, cujo corpo docente será de departamentos responsáveis por auxiliar os necessitados à novas oportunidades. como empregos, moradias, alimentação e outras ações, as quais ocorrerão por meio de parcerias com supermercados, empresas e quais outros patrocinadores; a fim de conceder às pessoas meios de modificar a realidade de desigualdade social e fome, e tornar o Brasil um país livre desses infortúnios. Sendo assim, o corpo social tornar-se-á saudável, tal qual um corpo humano em perfeito funcionamento.