Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 06/11/2020

No filme ‘O Poço", é exposto uma prisão vertical, no qual, cada nível é uma classe social e tendo o único meio de alimentação uma mesa que desce de níveis superiores com os seus restos, os que ficam mais abaixo acabam por ficar com pouco ou nenhum alimento. Fora da ficção, no Brasil como em outros lugares do mundo, observa-se um quadro semelhante, em que, a fome e a desigualdade social caminham juntas no século XXI. Nesse contexto, deve-se analisar como a má distribuição de alimentos e de renda, são alguns dos fatores causadores dessa situação.

Primeiramente, por meio da Revolução Verde, foi possível aplicar métodos modernos fabris no campo com o intuito de aumento da produção de alimentos. Porém, tais meios não foram suficientes para erradicar a fome mundial provocada pela má distribuição alimentar, advinda da desigualdade social. Em relatório da ONU, 1/3 da comida mundial é jogada no lixo, este alimento que seria capaz de alimentar milhões de pessoas no mundo.

Outrossim, a ineficiente partilha de renda vem para complementar tal situação, isso porque a maior renda situa-se nas mãos de poucos, que acaba por gerar uma segregação econômica aonde os menos favorecidos acabam por ficar a margem da sociedade, com falta de comida, infraestrutura e saneamento básico. Em alusão se tem a matéria da BBC sobre a favela de Paraisópolis e o condomínio de luxo Morumbi em São Paulo, estes bairros que estão lado a lado mas que em Paraisópolis a expectativa de vida chega a 63,55 anos, e no Morumbi é 73, 48 anos. Tal qual evidencia o contraste existente no século XXI.

Portanto, fica evidente que medidas devem ser tomadas para reverter esse quadro. Logo, as ONG´s em parceria com as mídias de telecomunicação, deveriam desenvolver campanhas que atentem a população sobre o desperdício de comida afim de fazer com que repensem em seus modos de consumos e reverter esse quadro global. Além disso, cabe ao Poder Público exigir do Estado iniciativas que diminuam a barreira social existente por meio da educação, cultura e trabalho, assim, seria possível começar a mudar o contraste existente até hoje, em que alguns tem mais do que outros.