Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/11/2020
“A obra Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago, retrata uma sociedade que, supostamente, encontra-se cega. fora da literatura, algo semelhante a acomete a arena social que é a fome e a desigualdade social, visto que a concentração de renda tem crescido de forma constante. Nessa perspectiva, há a concentração de terras no brasil, assim como a irregular distribuição de alimentos contribuem para perpetua essa mazela social no país.
Precipuamente, é válido ressaltar que desde o Brasil colonial as “capitanias hereditárias” foram responsável pela concentração fundiária que contribuiu para desigualdade social no país. Sob esse viés, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman defende o conceito de “instituições zumbi, nas quais as instituições, dentre elas o Estado, mantém sua forma a todo custo, porém perde sua função social. Nesse sentido, é notório que o Estado pouco colaborou no combate a desigualdade na nação. prova disso, é que com a “Lei de Terras” de 1850 em que só poderia adquirir terras por meio da compra, a concentração fundiária só aumentou. Por conseguinte, o número de pessoas sem moradia aumentou, todavia, um restrito grupo de indivíduos têm grandes latifúndios e suas riquezas só aumentam.
Outrossim, é possível enfatizar que o Brasil é um grande produtor de alimentos, no entanto, a maior parte é destinado para exportações. Nesse contexto, o sociólogo francês Pierre Bourdieu criou a “teoria do habitus”, em a sociedade tende a normalizar e reproduzir comportamentos errôneos de uma determinada época. Dessa modo, é exatamente o acontece com o Brasil que não tem um programa estruturado que vise distribuir melhor parte da produção de alimentos. Com isso, o Estado consegue ter posições de destaque de país exportador, entretanto, com o IDH relativamente ruim. Como resultado, parte da população permanece na linha da pobreza e sem nenhuma expectativa de conseguir pelo menos se alimentar de maneira adequada.
Portanto, o Estado em parceria com o corpo social deve suscitar ações contra essas intempéries. Dessa forma, cabe ao superministério da Economia ampliar, por meio de verbas o programa “minha casa, minha vida”, com construção de casas para a distribuição, com fito de mitigar a desigualdade social. Ademais, cabe ao Ministério da Agricultura e Abastecimento criar, por intermédio de um programa de parcerias com os produtores agrícolas, que em troca de incentivos fiscais, parte da produção seja direcionada para doação de sestas básicas para famílias carentes, com intuito de combater a fome e proporcionar uma certa qualidade de vida para essa parcela da população.