Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/11/2020
A Constituição Federal de 1988— fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito de igualdade a todos, assim como, a oportunidade de trabalho e de uma dieta nutritiva diariamente. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem sendo cumprida, uma vez que a fome e a desigualdade social predominam por todo o país, sendo assim, é necessário que o povo brasileiro reivindique os seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a falta de empregos para a classe baixa e sem escolaridade; e, depois, a má distribuição de alimentos no Brasil.
Primordialmente, para se abordar essa temática, é essencial levar em consideração a opinião pública, tal qual, manifesta a falta de ensino público para áreas de tecnologias e conhecimentos gerais. Contudo, a escassez de trabalhos que não exijam um nível de compreensão tecnológica colide com a ausência de incentivos governamentais para o avanço da educação brasileira. Portanto, é imprescindível que mudanças nas exigências das empresas brasileiras mudem, ofertando empregos para os necessitados e igualando as condições de vidas nacionais.
Ademais, a citação de Fidel Castro, " É preferível morrer pelo fogo, em combate, a morrer pela fome, em casa.", demonstra a crueldade existente em uma população e governo que fecham os olhos para os famintos e necessitados. Outrossim, é inegável a existência de fome entre famílias brasileiras, pois, tendo em vista que os impostos e a ambição por lucro das empresas alimentícias crescem cada vez mais, torna-se evidente a distribuição em massa para os “grandes” e poderosos, e a falta de comida para os “pequenos’’.
Logo, fica nítido a necessidade de medidas precisas e detalhadas para se solucionar o empasse. Inicialmente, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, promover instituições de ensinos básicos e tecnológicos para os que estão no mercado de trabalho, tal ação pode ser patrocinada por empresas com interesse de preparar seus futuros funcionários. Associado a isso, é notório também a necessidade de os Governos Estaduais realizarem, em seus respectivos estados, uma avaliação familiar em cada cidade, através de assistentes sociais e ONGs em parceria, dessa forma, seriam ofertadas bolsas e cestas alimentícias para os necessitados. Finalmente em um futuro próximo, a Constituição de 1988 será realmente “efetivada” e o Brasil um país avançado.