Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/11/2020

O livro “Capitães da Areia” de Jorge Amado apresenta a história de várias crianças pobres e que não possuem o que comer e, portanto, praticam crimes para conseguirem alimentos e sobreviverem. Paralelo a isso, a narrativa do livro pode ser aplicada ao Brasil, visto que não só as crianças como também os adultos enfrentam à fome e a desigualdade no século XXI. Tal situação advém da mentalidade capitalista que objetifica os indivíduos tornando-os instrumentos à obtenção de lucro. Desse modo, não só a negligência estatal, mas também a má distribuição de renda acerca da questão intensificam esse quadro.

Nessa perspectiva, a inadimplência do Estado agrava a fome e a desigualdade. Isso ocorre porque o Governo age com displicência diante dos problemas sociais, não exercendo com eficiência seu papel de garantir o bem-estar da sociedade. Resulta desse panorama indivíduos que afundam-se ainda mais na pobreza e que acabam perdendo sua casa ou tornando-se moradores de rua, por exemplo. Ilustra-se a profundidade dessa realidade com o artigo 6° da Constituição Federal de 1998 que garante aos brasileiros o direito a alimentação, ao trabalho e entre outros direitos que deveriam estar sendo preservados pelos governantes, mas eles estão falhando com a população nesse quesito.

Além disso, o péssimo direcionamento de capital gera as adversidades sociais. Essa situação acontece, pois há uma grande concentração de renda nas mão de poucas pessoas, e tal desnível persiste quando o restante do povo não consegue acumular dinheiro, tendo que pagar dívidas e comprar alimentos com o baixo salário que possuem. Como consequência desse quadro os cidadãos vendem ainda mais a sua força de trabalho para alimentar a sua família. Exemplo claro disso é a primeira Revolução Industrial, a qual os trabalhadores do campo migravam para as cidades em busca de melhores condições financeiras e submetendo-se a longas horas de trabalho.

Logo, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, a sociedade civil organizada deve, por meio de manifestações, pressionar a maquinaria pública para que esta forneça uma maior atenção aos seus cidadãos com o desenvolvimento de projetos sociais que doem sextas-básicas ás famílias mais carentes suprindo, assim, as necessidades delas. Ademais, é essencial que o Ministério da Economia juntamente ao Poder Legislativo, por intermédio de leis, crie o programa “Imposto Reduzido” para as pessoas de baixa renda, o qual diminuirá os impostos cobrados nos produtos adquiridos por esses indivíduos e, consequentemente, amenizará as despesas familiares e elevará o rendimento salarial, podendo se comprar mais alimentos e outros produtos importantes. Dessa forma, a realidade das crianças do livro de Jorge Amado não refletirá a situação do Brasil.