Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 15/11/2020
“Até que os direitos sejam igualmente garantidos a todos, haverá guerra”. Na obra musical “war”, do artista jamaicano Bob Marley, cria-se a ideia da prevalência de conflitos enquanto houver desigualdades, crendo que só haverá paz em uma sociedade justa. Seguindo essa análise, a fome e a desigualdade social no século XXI, segue um contexto semelhante ao da obra, em que a “guerra” contra pobreza, bem como a concentração desigual de renda, gera um ambiente marcado pelo desrespeito, devendo-se combater.
A princípio, é fulcral pontuar que a concentração desigual de renda tem raízes históricas, ressaltando o Período Colonial, em que as elites dominantes detinham o direito a maioria das terras, empurrando os grupos populares para regiões menos valorizadas, processo feito até os dias atuais com respaldo do governo. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o Estado deve condicionar o bem-estar social.” Entretanto, essa realidade é oposta no Brasil, assim, tal desrespeito fere os direitos da constituição de 1988, deixando a população à mercê do domínio das elites, criando uma sociedade desigual e contribuindo para a manutenção do poder das classes dominantes, como afirma a socióloga Natália Ziê. Portanto, devem-se tomar medidas para imbróglio.
Ademais, ressalta-se que a pobreza no país é fruto de um mal planejamento político, citando o Período Regencial, em que a disputa pelo poder entre liberais e conservadores acabou dividindo a nação, excluindo os mais pobres e contribuindo para estagnação social desses grupos. Desse modo, a luta contra a pobreza tem raízes históricas. Segundo o portal de notícias G1, cerca de 13,5 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza, expondo as correntes da desigualdade sob o ideal de justiça. Dessarte, a obra de Marley fica notória sob a atualidade, mostrando que a “guerra” continua.
Dessa maneira, a fome e a desigualdade social no século XXI ainda são um desafio. Então cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, junto ao Senado Federal, aprimorar leis para a distribuição de terras para os mais necessitados, por meio de acordos entre grandes produtores para doação de lotes ociosos ou sob a venda de tais, de modo que haja uma parceria com banqueiros para cobertura monetária, e uma assistência social e financeira para combater a fome entre esses grupos, a fim de efetivar o projeto e, assim, diminuir as taxas de pobreza e desigualdade do país, criando uma sociedade mais justa e pondo fim a essa “guerra”.