Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/11/2020

“O que vamos comer? É óbvio. As sobras do pessoal de cima”. Esta é uma frase dita pelo personagem Trimagasi no filme ‘O poço’, que conta a história de um enorme prédio vertical, com mais de 200 andares, onde uma vez ao dia um banquete desce, desde o primeiro até o último e cada andar duas pessoas comem o resto do acima. Sendo assim, não é difícil fazer uma comparação entre a obra e a problemática da fome e desigualdade no século 21. Deste modo, é possível observar a crescente insegurança alimentar no Brasil, principalmente em relação à concentração de renda. Essa perspectiva evidencia a necessidade de enfrentamento desses desafios a fim de uma sociedade mais igualitária.

Em uma primeira análise, é fundamental refletir sobre o fato de que mesmo quando 240 milhões de toneladas de alimentos são produzidos ao ano no maior país sul americano, também são descartados 30% desse valor( afirma o site Alimentação em foco). Com isso,  é evidente o problema da fome nesta nação, já que em 2014 o índice de insegurança alimentar tinha diminuído, contudo, infelizmente, nos anos de 2017 e 2018 voltaram a aumentar, chegando a 10,3 milhões de brasileiros nesta situação(IBGE). Levando isso em conta, é entendível que a adversidade da fome no Brasil vem da desigualdade.

Ainda convém lembrar, que enquanto a massa populacional sobrevive com pouco e com muita dificuldade, apenas 1% da população concentra 28,3% da renda total do país( segundo o portal de notícia G1). Dado esse que choca ainda mais quando observa-se a sonegação de impostos pela elite, tal qual custa uma perda de 500 bilhões de reais por ano para os cofres públicos. Desta maneira, a desigualdade advinda da concentração de renda é clara, já que os mais ricos são os que mais ganham e os que menos pagam, enquanto os mais pobres são os que mais sofrem.

Em virtude do que foi mencionado, fica explícito que a fome e a desigualdade no século 21 apresenta entraves que necessitam ser revertidas. Desta forma, o governo deve mitigar uma parceria com empresas privadas,  com ajuda fiscais e marketing oferecidas pelo estado a estas, e iniciarem projetos de cestas básicas mensais e campanhas de empregos à essas famílias que sofrem de insegurança alimentar, a fim de tirar pessoas da miséria e até mesmo melhorar a economia do país. Somente assim, irá se assegurar uma sociedade justa e íntegra.