Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 09/11/2020
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo para que o organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, a fome e a desigualdade social é um problema presente. Esse cenário é fruto da concentração de renda e da individualização das áreas econômicas e sociais.
Desse modo, o artigo 5º da Constituição Federal de 1988 garante o direito a dignidade humana. Porém, a prática deturpa a teoria, uma vez que grande parte da população ainda vive em situação de miséria, com falta de saneamento básico, recursos hídricos, biológicos e financeiros. Assim a parcela afetada por essa negligência Estatal, encontra-se no escuro, marginalizada e sem saber como lidar com os efeitos da exclusão social, que as inclui no rol de vítimas da Constituição de papel.
Abraham Lincoln, célebre político americano, disse que a politica deve servir o povo. Não obstante, essa afirmação não é a realidade da nação brasileira, visto que o Poder Público derrama esforços para atender aos interesses capitalistas.No entanto, há uma disparidade pontual em implementar políticas que mitiguem as indignidades das minorias, que sofrem com a fome, a instabilidade do subemprego e a pobreza. A falta de uma estratégia que una os interesses econômicos aos sociais, leva o país ao retrocesso, e a resolução desses problemas torna-se utópica.
Portanto, cabe ao Executivo combater a desigualdade social, mediante investimentos no Ministério do Trabalho, estimulando as empresas privadas na contratação e qualificação desses indivíduos, engajadas em um plano de carreira que estimule a ascensão social, por meio de incentivos fiscais. Outrossim, as escolas devem promover campanhas de doação, e divulgá-las por meio das mídias sociais, para acabar com a falta de recursos alimentícios, de forma urgente em comunidades carentes. Somente construir-se-á em um só corpo, um Brasil melhor.