Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/05/2020
O filme espanhol " O poço"retrata o egoísmo humano por meio de uma metáfora: na plataforma, os humanos, que estão em cima comem toda a comida, sem se preocuparem com as pessoas que estão abaixo. De maneira análoga, percebe-se o caráter egocêntrico da sociedade em questão da fome e da desigualdade social.É fato que essse cenário deriva não só do desperdício de alimentos, mas também de mudanças climáticas.
Primeiramente, é fulcral pontuar que a fome deriva do desperdício de comida. Enquanto muitas pessoas passam fome, há considerável desperdício de refeições. De acordo com a Organização das Nações Unidas( doravante ONU) cerca de 30% de todo alimento é disperdiçado. Por essa pespectiva, supermecados, restaurantes e domicílios jogam fora, todos os dias, vários alimentos, essa perda afeta, em especial, famílias que se encontram em vulnerabilidade social.
Ademais, vale ressaltar mudanças climáticas como perpetuador do problema. Ainda de acordo com a ONU, aumentou cerca de 38 milhões de pessoas que passam fome, causada em partes, por alterações no clima. Segundo o especialista Jean Jouzel do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas ( IPCC), fenômenos como o el niño provoca grandes secas e ilundações afetando várias regiões do mundo. Sob esse viés, essas mudanças afetam a agricultura e agropecuária, assim, aumenta o preço dos alimentos, impossibilitando que a população mais pobre tenham acesso ao sustento.
Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com o intuito de mitigar a fome e desigualdade social, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que ONGs, revertam essa verba em projetos de reaproveitamento de alimentos, por meio de construção de cozinhas e restaurantes comunitários para que evite desperdício, e ofereça nutrição aqueles que estão em condições vulneráveis. Assim, a metáfora do filme não será mais presente na sociedade.