Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/03/2020
Durante o século V, na Europa, a organização econômica e social, chamada Feudalismo, separava a sociedade drasticamente, de maneira que os camponeses passavam fome, enquanto os senhores feudais possuíam banquetes exagerados. Analogamente ao contexto histórico, o mundo detêm uma imensa desigualdade na questão da alimentação, desperdícios de um lado e fome do outro, isso em razão da má distribuição de renda e não da falta de alimentos.
Em primeiro lugar, é mister destacar que cada pessoa que reside em um país desenvolvido desperdiça cerca de 100 kg de alimentos por ano, dados da Organização das Nações Unidas. Visto que, esses alimentos são descartados não só em virtude das perdas na fase de produção e distribuição, como produtos estragados ou contaminados, mas também dos paradigmas consumistas da sociedade, ou seja, produtos não atraentes ao consumidor que acabam sendo descartados obtusamente.
Em contrapartida, nações de baixa renda, como Haiti, Namíbia e República Centro-Africana, enfrentam os desafios da fome, em média 794,6 milhões de pessoas, ainda segundo a ONU. Isso posto que a carência econômica e a infraestrutura produtiva da região, aliados a falta de altruísmo do mundo, segregam parte da sociedade do seu direito mais precioso, a alimentação nutritiva, levando-os à subnutrição, doenças e até mesmo a morte. Decerto uma situação pavorosa que não preocupa o restante das massas.
Portanto a fim de acabar com a fome e o desperdício de alimentos, urge reestruturar o modo de consumo da sociedade. Nesse sentido, recomenda-se que todas as nações se unam em um programa que forneça auxilio alimentação a todos, por meio de dinheiro ou cestas básicas, distribuído para as pessoas através de assistências sociais de cada país, financiado à custa das multas sobre o desperdício, postas pelos Poderes Judiciários. Somente assim, a alimentação será democratizada no mundo, extinguindo todos os padrões de divergência.