Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 02/03/2020

Na obra “Capitães da Areia” de Jorge Amado, é retratado um grupo de adolescentes que vivem e atuam como assaltantes nas ruas de Salvador. A narrativa retrata toda a crueldade desses adolescentes, em que eles são obrigados a agredir e até matar para poderem sobreviver, e isso se dá, em sua essência, por motivos como o abandono familiar e a falta de suporte por parte do governo. Analogamente, é fato que, a realidade abordada por Amado pode ser relacionada com o mundo desigual do século XXI: gradativamente, o desequilíbrio econômico e a falta de empregos corroboram para uma sociedade cada vez mais desfavorecida e violenta.

Em primeiro lugar, é perceptível que, o Brasil é um país dividido por “classes econômicas”, e grande parte dos brasileiros estão localizados na base dessa pirâmide social, refletindo a pesquisa feita pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (PNUD), que indica o Brasil como décimo país mais desigual do mundo. Esse dado está diretamente relacionado com a falta de emprego, pois existem menos pessoas trabalhando, a tendência é que tenhamos cada vez mais pessoas na base da pirâmide.

Por conseguinte, presencia-se um crescente número na taxa de assaltos e furtos, porque se há menos empregos, existem mais pessoas passando necessidades. A partir desse momento, acabam surgindo situações em que algumas pessoas cometem crimes para poderem sobreviver, assim como é retratado na realidade “Cidade de Deus” de Paulo Lins, em que é apresentado as transformações no conjunto habitacional chamado de Cidade de Deus, que cresce de forma desordenada, em meio à violência e ao tráfico de drogas.

Portanto, é mister que o ministério da economia incentive, por meio de políticas públicas, o empreendedorismo, tendo em vista que, se o Brasil se dispõe de uma constituição menos rigorosa a empreendedores, haverão mais empresas e consequentemente surgirão mais empregos, colaborando para a melhoria da economia e a diminuição do numero de pessoas na base da piramide social. Somente assim, será possível que nossa população consiga uma melhora gradativa, e evite as duas realidades retratadas em “Capitães da Areia” e “Cidade de deus”.