Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garante a todos os cidadãos o direito à alimentação, à educação e ao bem estar social. No entanto, o cenário da desigualdade social no Brasil impossibilita que uma parcela da população desfrute desses direitos universais na prática. Nesse contexto, deve-se analisar como a má distribuição de renda e a falta de acesso à educação de qualidade influenciam na problemática em questão.

Primeiramente, é notável que a má distribuição de renda no país potencializa esse problema, sendo refletido no crescente número de famílias carente que vivem em situações precárias chegando a passar fome. De acordo com a ONU há 854 milhões de pessoas gravemente desnutridas, mutiladas pela fome permanente. Segundo o filósofo Karl Marx, em toda sociedade existe o capitalismo desenvolvido, a classe dominante e a classe dominada. Nesse viés, percebe-se que a concentração de riqueza e poder, exclui e prejudica milhões de pessoas, levando a insegurança, a instabilidade e consequentemente a fome.

Outrossim, nota-se ainda que a baixa qualidade de ensino tem como consequência a má formação técnica e profissional. Consoante o educador Paulo Freire, " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Em virtude disso, fica evidente que uma educação de qualidade pode modificar a sociedade e dar melhores condições de vida a população mais carente.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário. Desse modo, o Governo Federal deve destinar a essa população afetada cestas básicas e acompanhamento de profissionais da saúde, os quais irão monitorar as pessoas afetadas pela fome garantindo uma vida digna. Ademais, o MEC, por meio de investimentos, deve promover uma educação de qualidade através de capacitação dos professores e prestar assistência ao estudante com merenda e excelentes materiais didáticos, garantindo assim, esse direito universal a esses cidadãos.