Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 08/10/2019
Segundo Mahatma Gandhi,advogado e pacifista indiano,a natureza produz o necessário para suprir a carência de todos.Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário,não haveria pobreza e nem fome no mundo.Diante de tal pensamento,torna-se clara a percepção de que a origem da fome no planeta não é causada pela falta de alimento,mas pelas desigualdades sociais e a má distribuição dos recursos fundamentais à sobrevivência.
É necessário destacar,desse modo,que a existência da fome dentro das sociedades está fundamentada em desigualdades sociais construídas ao longo dos séculos e que consomem milhões de vidas anualmente de forma cruel.Tal afirmativa é corroborada por dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura(FAO,na sigla em inglês),que indicam que a produção mundial de alimentos é suficiente para abastecer toda a população do planeta.
Por conseguinte,a má distribuição de renda e de recursos fundamentais para a vida humana,como o alimento,levam milhões de indivíduos a situações de pobreza extrema e a casos graves de desnutrição.Nesse contexto,segundo levantamentos da Organização das Nações Unidas(ONU),a fome afeta mais de 820 milhões de pessoas no planeta,revelando,assim,a face cruel do mundo egoísta criado pela ganância humana.
Fica claro,portanto,que a fome,apesar de atingir indivíduos diferentes, tem sempre a mesma origem:a má distribuição de renda e de recursos necessários para a sobrevivência.Para resolver tal problemática, o Poder Executivo de cada pais deve criar programas de redistribuição de renda,como o Bolsa Família brasileiro, que destine às famílias carentes um valor necessário para cobrir todas as suas despesas com saúde,vestimenta e alimentação,alcançando,com essa medida,uma sociedade mais justa e livre da ameaça da fome.