Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 25/09/2019
No livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é retratada uma história de uma família de retirantes sertanejo que tentam fugir da seca e da miséria, no Sertão nordestino. Fora da ficção, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais ao cidadãos não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que hodiernamente a questão da fome apresenta obstáculos devido a má distribuição de renda. Dessa forma, é evidente um desenvolvimento econômico somado a falta de garantia dos direitos humanos, assim, culminando a desigualdade social.
A princípio, devido a falta de organização quanto a distribuição de recursos e políticas públicas focada nos mais vulneráveis, no Brasil, a fome é um cenário presente na realidade, em virtude de a igualdade não se fazer presente na população. Além disso, a nação brasileira é uma das maiores exportadoras do mundo desde a era colonial, por esse motivo, a maior parte da produção nacional é exportada, a fim de prejudicar a distribuição de alimentos no país. Segundo Thomas Malthus, em sua teoria malthusiana, enquanto o crescimento da população ocorre em progressão geométrica, a produção de alimento só podia chegar, em boas condições, a um crescimento em progressão aritmética. Contrapondo essa ideia, o crescimento da população supera a produção de alimentos, acentuando a miséria e a fome.
Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém, há indicadores sociais que nos aproximam a países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que o acesso a educação, saúde e segurança de qualidade abrange apenas pequena parcela da população com boas condições financeiras. De acordo com o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos da sociedade, pois a desigualdade social é perversa, tornando as relações sociais mais limitadas. Outrossim, o desemprego é crônico, a pobreza é crescente, as enfermidades constantes e a mortalidade infantil subsiste.
Logo, é notório que medidas devam ser tomadas mediante a esse cenário caótico que assola a sociedade brasileira. Portanto, é necessário que o Governo, promova estabeleça limites em porcentagens quanto a distribuição de Commodities, por meio de profissionais da economia, com a finalidade de fornecer uma maior circulação interna de produtos capazes de chegar a mesa dos brasileiros de forma gradual. Para mais, o Estado juntamente com as políticas midiáticas propaguem o incentivo de ajuda financeira, recorrendo a criação de ONGs para construir planos de combate a pobreza, com o intuito de gerar empregos, e também, doar cestas básicas à famílias carentes como forma de diminuir a desigualdade e a fome.