Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/09/2019

No livro Vidas Secas de Graciliano Ramos, é retratada a história de uma família de retirantes sertanejo que tentam fugir da seca e da miséria, no Sertão nordestino. Fora da ficção, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais aos cidadão não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que hodiernamente a questão da fome apresenta obstáculos devido a má distribuição de renda. Dessa forma, é evidente um desenvolvimento econômico somado a falta de garantia dos direitos humanos, assim, culminando a desigualdade social.

A princípio, devido a falta de organização quanto a distribuição de recursos e políticas públicas focada nos mais vulneráveis, no Brasil, a fome é um cenário presente na realidade, em virtude de a igualdade não se fazer presente na população. Além disso, o Brasil é um dos mais exportadores do mundo desde a era colonial, por esse motivo, a maior parte da produção nacional é exportada, a fim de prejudicar a distribuição de alimentos no país. Segundo Thomas Malthus, em sua teoria malthusiana, enquanto o crescimento da população ocorre em uma progressão geométrica, a produção de alimentos só podia chegar, em boas condições, a um crescimento em progressão aritmética. Contrapondo essa ideia, o crescimento da população supera a produção de alimentos, acentuando a miséria e a fome.

Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém, há indicadores sociais que nos aproximam à países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que o acesso à educação, saúde e segurança de qualidade abrange apenas pequena parcela da população com boas condições financeiras. De acordo com o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos da sociedade, pois a desigualdade social é perversa, tonando as relações sociais mais limitadas. Outrossim, o desemprego é crônico, a pobreza é crescente, as enfermidades constantes e a mortalidade infantil subsiste.

Logo, é notório que medidas devem  ser tomadas mediante a esse cenário caótico que assola a sociedade brasileira. Portanto, é necessário que o Governo, por meio de leis estabeleça limites em porcentagens quanto a distribuição de Commodities, com a finalidade de fornecer uma maior circulação interna de produtos capazes de chegar a mesa dos brasileiros de forma gradual. Para mais, o Estado juntamente com as políticas midiáticas propaguem o incentivo a ajuda financeira por meio de criação de ONGs, construir planos de combate a pobreza, em parceria com as empresas, a fim de gerar empregos, e também, através de doações de cestas básicas a famílias carentes, como forma de diminuir a desigualdade e diminuir a fome.