Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 02/01/2023

“O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, é um livro que retrata uma sociedade em um futuro distópico, em que as mulheres são completamente reprimidas pela cultura e pelos homens. Apesar de ser ficticia, a obra aborda a temática extremamente relevante do feminicídio e suas origens no machismo, aspecto marcante da sociedade brasileira. Desta forma, é necessário compreender a temática para que possamos desconstruir esse aspecto hostíl da cultura.

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à vida e à igualdade de todo cidadão, independente do gênero, porém nenhum dos princípios é respeitados quando levamos em conta a desproporção entre mulheres e homens mortos por pessoas próximas. O dolo ocorre, na maioria das vezes, por paixão e a quebra de de uma expectavia baseada em uma pré-concepção de como a figura feminina deve se portar. Tudo isso enseja uma realidade hostil pela frequência com que acontece.

Tal estereotipização do papel da mulher tem origem no machismo enraizado na cultura brasileira. Essa mentalidade coletiva coloca o homem em posição de dominância e a mulher, tida como frágil e incapa em posição de submissão nas relações entre os dois gêneros, e não é diferente nas relações amorosas.

Diante o exposto, podemos concluir que o feminicídio possui raízes no machismo brasileiro. Deste modo, como forma de desconstruir esse modo de pensar coletivo, cabe ao Estado investir na formação dos futuros docentes, para que saibam educar os alunos, futuros adultos, de modo a subverter os papéis fundamentais dos gêneros. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, crie cidadãos integros que respeitem os direitos humanos e homens que respeitem as mulheres como pessoas, e não como objetos com forma de se comportar padronizada. Só então, seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos.