Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 22/11/2022

No mangá Namida-Usagi, é retratado o cotidiano de jovens de uma escola de ensono médio japonês. Ao logo da trama, a narrativa revela um ambiente distópico em que o ensino para homens e mulheres é dividido, onde enquanto homens se desenvolvem, o ensino feminino é voltado a servir os homens. Fora da ficção, a história apresentada na trama aproxima-se da realidade brasileira, onde mulheres se encontram em um estado de inferioridade social, o que se deve a resquícios culturais machistas, além da incapacidade estatal promover a devida segurança a esse grupo minoritário.

Em primeiro lugar, é importante destacar que no comum modelo de familia vigente na sociedade brasileira, a mulher é colocada como uma “servente ao lar”, sendo assim, à masculinidade. De maneira geral, essa é uma realidade que esteve históricamente presente em diversos modelos de sociedade no decorrer da história, mas é fato que o Brasil reluta a esse desenvolvimento. Assim, por já desde a família, à imagem feminina ser inferiorizada, formas de violência contra a mulher são normalizadas, como o feminicídio.

Ademais, é inegável a falha do Estado brasileiro de promover o que deveria ser básico, uma vez que a diguinidade da pessoa humana, pela Constituição, é um fundamento da rebública nacional. Todavia, fora da teoria a realidade se mostra outra, uma vez que de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houveram 1350 casos de feminicídio no ano de 2020. Dessa maneira, o Brasil caminha cada vez mais em direção a uma sociedade machista, de ideais ultrapassados.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. A fim de promover a igualdade de gênero e um ambiente de segurança feminino, urge que o Senado Federal, determine, por meio da reformulação do Código Penal brasileiro, o devido cumprimento dos fundamentos constitucionais brasileiros, de modo a garantir um ambiente seguro e estável para as mulheres. Somente assim, será possível reverter o quadro uma vez retratado em Namida-Usagi.