Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 02/11/2022

Triste, louca ou má,será qualificada, ela quem recusar,seguir receita tal… Que homem não te define, sua casa não te define, sua carne não te define, você é seu próprio lar, um homem não te define, sua casa não te define, sua carne não te define (você é seu próprio lar). A música “Triste, louca ou má”, a cantora e compositora Juliana Strassacapa da banda “Francisco, el hombre” expressa sua inquietação diante dos enquadramentos sociais aos quais as mulheres estão submetidas e das formas como são classificadas quando decidem rompê-los.

Conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano de 2021 houve 1.350 casos registrados de feminicídio no país, sendo 61,8 % com vítimas mulheres negras. Em comparação com o ano de 2020, houve um aumento de 0,75%, demonstrando forte presença da violência desta categoria.

“Uma mulher é morta a cada duas horas no Brasil”. É o que diz o portal de notícias G1, numa matéria publicada no dia internacional da mulher - oito de março de 2019. No filme ‘‘Homem Aranha’’, o herói se depara com um grupo de homens assediando uma adolescente em um beco. Indignado, o justiceiro ataca os criminosos e salva a jovem Mary Jane. Fora das telas, a violência contra a mulher ainda persiste, tornando necessária a tomara de novas medidas que resolvam definitivamente a questão. O site “O fuxico” fez um documentário sobre “Violência doméstica: Relembre as famosas que já foram vítimas de agressão”, é uma dessas famosas foi Duda Reis. Ela confirma que sofreu várias agressões não só física como verbal do seu ex Nego do Borel, ela diz ““Eu passei três anos achando que amor era apanhar e depois receber um beijo. Sofri, sim, agressão física. Teve um episódio que ele me empurrou tão forte que eu caí em cima de cadeiras, que me machuquei. Um amigo dele, uma figura pública, entrou no meio para apartar a briga, para segurar. Isso vai fazer parte de uma das agressões do boletim de ocorrência que estou abrindo contra ele”, declarou ela em um dos trechos do desabafo. Ministério da educação deve realizar cada vez mais palestras pregando a igualdade de gênero, manter aulas de sociologia e filosofia na grade principal, com objetivo de minimizar o machismo existente em nossa sociedadeconsequentemente abaixar o índice de violência contra a mulher.