Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 26/10/2022
Na literatura de Mário Cortella, é contemplada a ideia de que a concordância faz com que permaneçamos estacionados e a discordância faz com que cresçamos. Todavia ao relacionar este raciocínio no contexto brasileiro, nota-se a falha desse reconhecimento quando o feminicídio ainda é um obstáculo que persiste no país. Isso porque, em razão da violência doméstica e da falta de segurança, a população tornou-se despreocupada com a situação, permitindo a ocorrência da problemática.
Em primeira análise, cabe expor a violência doméstica, dado que muitas mulheres morrem diariamente dentro de suas próprias casas. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman: “não são crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” Partindo desse pressuposto, percebe-se a passividade e a negligência diante desse ato de crueldade.
Ademais, o feminicídio é consequência direta da falta de segurança, já que é precária a proteção com a mulher, fazendo com que os agressores saiam impunes de seus atos. Podemos notar isso na série brasileira “Bom dia, Verônica”, em que a policial se envolve na investigação de crimes contra mulheres e precisa lutar contra a corrupção no setor de segurança.
É essencial, portanto, atenuar o impasse. A fim de acabar com esse crime, o Governo deve fortalecer e melhorar a segurança e disponibilidade à mulher. Tal medida será afetiva através de melhor vigilância e uma delegacia própria para atender mulheres violentadas. Dessa forma, assumindo tais condutas, é possível a ideologia de Cortella seja cumprida e exercida no país.