Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 03/11/2022

Durante a Inquisição, mulheres eram acusadas de praticar bruxaria e mortas sob o pretexto de, por conta de seu sexo, serem mais suscetíveis à influência do mal. Nos dias hodiernos, apesar de ser crime, o feminicídio ainda é frequente. Dessa forma, torna-se fulcral analisar o machismo enraizado na sociedade e a crescente insegurança das mulheres como causa e consequência do feminicídio no Brasil.

A priori, é válido discutir o machismo estrutural como principal causador do crime contra mulheres. Isso se dá porque os homens são tidos como superiores desde os primórdios da sociedade e, quando sentem essa dominância abalada, podem não aceitar e cometer crimes como violência e até homicídio por motivações de gênero.

Como prova, de acordo com a revista Fórum, Michelle Macena, 20, após limpar a cozinha de sua casa, discutiu com seu irmão por ele ter sujado o fogão e o pai, em defesa do filho, deu um soco no rosto da moça, que bateu a cabeça na parede e foi a óbito, o que corrobora a hipótese na qual o sexo masculino sente a necessidade de reiterar sua liderança. Assim, nota-se que o machismo na sociedade persiste.

Além disso, também é imprescindível pautar o aumento da insegurança feminina causado pelo feminicídio. Isso ocorre porque, devido ao alto índice de ocorrência de tal crime no Brasil, mulheres sentem que estão sempre em perigo na presença do gênero oposto, mesmo se for um familiar. Por exemplo, segundo a pesquisa “Violência e assassinato de mulheres”, do Instituto Patrícia Galvão, 85% dos que foram intrevistados acreditam que as mulheres correm um risco maior de serem assassinadas quando denunciam seus parceiros agressores, o que justifica o medo da presença de homens. Desse modo, percebe-se que a sensação de insegurança feminina é um problema na sociedade.

Portanto, é necessário considerar que as causas e consequências do homicídio de mulheres precisam ser erradicadas. A fim de acabar com o feminicídio no país, o Minisério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, juntamente à mídia, deve combater o machismo e garantir a segurança feminina por meio de campanhas e políticas públicas que garantam a responsabilização dos agressores e promovam a equidade de gênero. Dessa maneira, a sociedade verde e amarela viverá melhor.