Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 20/09/2022

Aldous Huxley defende: “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada nos crimes de ódio contra as mulheres, que mesmo sendo um problema antigo, ainda assola a sociedade. Nesse contexto, percebe-se uma complexa problemática, que se enraíza na disparidade social e na omissão governamental.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para a desigualdade social presente na questão. A “isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouca isonômica devido aos indíces de feminicídio no terrritório brasileiro, visto que mulheres são violentadas e assasinadas por conta de sua raça, etnia, cargos superiores que homens dentro de uma empresa ou sua independência financeira. Assim, percebe-se a urgência de proporcionar isonomia para esse grupo.

Além disso, a omissão governamental ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Diante disso, em concordância com Jhon Locke, filósofo inglês, o Estado deve garantir os direitos dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada, visto que o governo não tem atuado de forma evetiva e abrangente para a satisfação da população. Deste modo, para que tal bem-estar seja usufruido, o país precisa sair dessa inércia que é a morosidade em alterar ou criar leis, no que se refere essa questão, tendo em vista que tal código foi complementado há cerca de sete anos.

Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o governo federal deve criar um plano de ação mais democrático, por meio da destinação de recursos para idealizar ágeis leis, além de rondas policiais de apoio por bairros onde os casos de feminicídio são mais registrados, a fim de reverter a disparidade social e a omissão governamental que se instala. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia para que a população tome conhecimento. Destarte, levando em consideração a máxima de Aldous Huxley, os fatos não serão ignorados e poderão deixar de existir.