Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/04/2024
Segundo Michel de Montaigne, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” No entanto, observa-se que no Brasil há um descaso com a educação de qualidade. Posto que, nos últimos anos, o investimento em educação vem diminuindo drasticamente. Logo, essa queda na qualidade pode levar a uma desmotivação entre os estudantes, potencialmente resultando em uma maior evasão escolar, um reflexo preocupante da realidade brasileira.
Evidentemente, apesar da Constituição Federal no Artigo 205, garantir a educação como direito de todos e dever do Estado, o Brasil tem enfrentado um descaso na educação. Ademais, nos últimos anos, o investimento no ensino caiu, com apenas 5,5% do PIB investido em educação em 2022, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Portanto, a falta de recursos e problemas de infraestrutura nas escolas têm contribuído para a evasão escolar, tornando o Artigo 205 praticamente inválido.
Certamente, a desmotivação do estudante no Brasil é um problema grave, exacerbado por falhas no planejamento educacional e infraestrutura escolar inadequada. Segundo o IBGE, cerca de 20% dos jovens entre 14 e 29 anos não concluíram a educação básica. Outrossim, a falta de instalações básicas nas escolas, como a carência de banheiros ou acesso a água potável, e o aumento da carga horária com a nova reforma do ensino médio, iniciada em 2022, também contribuem para a insatisfação dos alunos e seu esgotamento, afetando seu desempenho e bem-estar, contribuindo ainda mais com a evasão escolar.
Portanto, é essencial que o governo mitigue os desafios supracitados. O Ministério da Educação, responsável pela grade curricular das escolas, deve considerar a revisão da grade curricular atual, tornando-a mais adequada e satisfatória para os estudantes, visando obter seu desempenho máximo. Além disso, o Congresso Nacional, que promulga Emendas Constitucionais, precisa ampliar a participação da União, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, no financiamento da educação básica e alterar a forma de distribuição dos recursos. Isso visa à valorização da educação, ao estruturamento escolar adequado e a um melhor planejamento educacional.