Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2023

Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205¹, é dever do Estado garantir o acesso à educação, para todos os indivíduos, de forma que possibilite o desenvolvimento pessoal.Nesse sentido, a necessidade de analisarmos a alavanca da baixa escolaridade dos brasileiros a qual é uma realidade de grande parte dos brasileiros. Desse modo, cabe ao Poder Público analisar os problemas que dificultam a promoção na baixa escolaridade: a desigualdade social e a lacuna presente na educação brasileira.

Frente a essa questão, o Estado omisso é agente causador da permanência da carência do ensino. Nessa conjectura, para Jean-Jacques Rousseau - filósofo contratualista -, as pessoas precisam ter acesso à educação para se tornarem autônomos e livres, em paralelo à realidade brasileira, tal teoria se distancia do cotidiano dos cidadãos, já que com a falta de projetos para educar a população carente que não conseguiram concluir os estudos, a liberdade dita por Rosseau torna-se intangível.

De igual modo, a desigualdade latente do país, que se vem desde a sua urbanização, torna tal acesso à educação limitada as pessoas mais favorecidas, essa má aplicação de direitos foi a mais eficiente autora da baixa escolaridade, onde milhares de pessoas precisam “largar” a escola para ajudarem suas famílias financeiramente. Dessa forma, a negligência estatal deve ser mitigada para solucionar a baixa escolaridade dos brasileiros.

Portanto, com o intuito de que os direitos constitucionais não fiquem apenas no papel, mas sejam realidade para aqueles que ainda não foram atingidos com o acesso à educação, é necessária uma mobilização governamental. Nessa perspectiva, compete ao Ministério da Educação promover projetos que deem oportunidade para a finalização da educação básica brasileira e por meio de parceria com a mídia alastrar os mesmos.

Só assim será possível reorganizar a estrutura social do país e preparar essa geração, promovendo a plena execução da Carta Magna.