Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/10/2023

Na obra “ O cidadão de papel” o escritor Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do Brasil, o qual possui uma boa elaboração, porém na prática não funciona de fato. De maneira análoga a isso, a a atualidade não se difere, visto que há imbróglios sociais relacionados à evasão escolar no país. Logo, são necessárias medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela negligência governamental e fatores econômicos.

A princípio, vale mencionar a negligência governamental como impulsionadora da problemática. Nesse sentido, segundo o G1 cerca de 1 milhão de jovens não concluíram o ensino médio, isso ocorre pela falta de incentivo do Estado, que não busca mitigar a evasão escolar. Sobre esse viés, a ausência de incentivo governamental tem como consequência uma geração que terá inserção precária no mercado de trabalho e menos desenvolvimento pessoal.

Ademais, os fatores econômicos também corroboram para a problemática. Desse modo, a obra cinematográfica “Escritores da liberdade” mostra a história de uma professora que trabalha com alunos de baixa renda em uma escola extremamente conturbada e os ajuda a superar desafios, como a evasão escolar. Analogamente, a realidade não se difere, pois muitos alunos abandonam a escola por questões econômicas, justamente por haver a necessidade de trabalhar para ajudar a sustentar a família.Dessa maneira, enquanto aspectos financeiros afetarem a vida escolar dos alunos, o problema em questão prevalecerá.

Portanto, cabe ao Poder Legislativo -órgão responsável por elaborar as leis que regem o país- efetivar leis já existentes a cerca do abandono escolar, por meio de investimentos estatais, com a finalidade de sanar os imbróglios relacionados à evasão escolar no Brasil. Assim, a obra “O cidadão de papel” não terá mais coerência com a atualidade.