Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/09/2023

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da violência escolar no Brasil. Isso acontece devido a banalização dos problemas e o silenciamento midiático, fotos que culminam em preocupantes mazelas.

Conforme o conceito de “Banalidade do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a socidade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidência a banalização dos problemas em relação a evasão escolar, configurando a trivialização da maldade, o que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indíviduos. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou esse imbróglio e isso se configura como um desafio para remediar a desistência aos estudos. Como consequência, crianças e adolescentes se vêem cada vez mais à margem da sociedade pela baixa escolaridade, o que dificulta a projeção de um futuro melhor no Brasil.

Ademais, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, nota-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação à população a respeito da erradicação da evasão escolar, infelizmente, influencia no silenciamento midiático, já que — em redes sociais, programas de TV — não há debates satisfátorios para gerar senso crítico, e tal tema é omitido a fim de ocultar as mazelas sociais. Portanto, devido à carência de visibilidade dada à questão, a problemática do abandono estudantil se mantém no país.

Por conseguinte, cabe ao Ministério da educação, responsável por garantir a execução das leis educacionais, em uma ação conjunta às ONGS de educação, elaborarem campanhas informativas em plataformas de “streaming” que estão em destaque no Brasil, como o youtube, Netflix e titkok. Tal ação deve ocorrer por meio de curta-metragens e vídeos lúdicos sobre a importância aos estudos e os benefícios da escolaridade no futuro da população. Por fim, isso será feito com a finalidade de remedir não somente a banalização dos problemas, mas também o silenciamento midiático, contrapondo o eludiado por Bourdieu.