Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/02/2022
De acordo com o educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” De maneira análoga a isso, evidencia-se a evasão escolar na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a inserção precoce do jovem no mercado de trabalho e a gravidez na adolescência.
Em primeira análise, evidencia-se a inserção precoce no do jovem no mercado de trabalho. Sob essa ótica, estudantes, em sua maioria de baixa renda, evadem a escola precocemente com objetivo de ajudar a sustentar sua família, não assegurando seus direitos à educação básica. Conforme pesquisas comandadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), jovens de baixa renda trocam com frequência a escola por um trabalho precário.
Ademais, é notório que a gravidez na adolescência se torna outro grave problema. Segundo o estudo Aprendizagem em Foco, entre os principais fatores que levam o jovem a abandonar a escola, está a gravidez na adolescência. Consoante a isso, é possível notar que a gravidez na adolescência ocorre pelo baixo acesso à educação sexual nas escolas.
Depreende-se portanto, de medidas que venham a conter a evasão escolar na sociedade brasileira. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação (MEC), orgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, a inserção da educação sexual nas escolas, por meio de aulas e palestras, para que se previna a gravidez na adolescência. Além disso, o MEC deve garantir um auxílio financeiro, para que os alunos de baixa renda consigam continuar seus estudos, por meio de um projeto de lei. Somente assim, se tornará evidente a intenção da frase de Paulo Freire.