Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/11/2021
Deve-se pontuar, de início, que a constituição brasileira de 1988, conhecida como constituição cidadã, garante direitos básicos ao cidadão brasileiro, como acesso a educação. Nesse sentido, torna–se possível afirmar que a existência da evasão escolar é inaceitável, visto que prejudica o desenvolvimento do indivíduo, além disso, esse problema é agrava pela ocorrência da desigualdade social.
Convém ressaltar, a princípio, que as instituições de ensino são lugares de formação de cidadãos. Diante disso, o abandono escolar pode acarretar problemas aos indivíduos, uma vez que sem o ensino médio completo a inserção no mercado de trabalho será dificultada, ocasionando uma difícil ascenção social e econômica. Nesse âmbito, evitar esse problema é fundamental, pois de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Enfim, a continuidade da evasão escolar prejudica o desenvolvimento da nação.
Ademais, é evidente que não frequentar as instituições de ensino é inaceitável. Sob tal ótica, essa questão ocorre devida principalmente à desigualdade social, haja vista que muitos alunos precisam deixar a escola para trabalharem e ajudar no sustento da família. Nesse cenário, isso se confirma segundo o pensamento do sociólogo Darcy Ribeiro, o Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso. Assim sendo, se as diferenças econômicas continuarem gigantescas a sociedade nunca ganhará o estatus de civilizada.
Infere-se, portanto, que a educação tem um papel no desenvolvimento do ser humano. Logo é imprescindível que as ONGs, em parceria com as escolas, criem um projeto para ser desenvolvido nas instituições de ensino, o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito da importância da conclusão dos estudos, para posteriormente aquisição de boas oportunidades de emprego e profissionalização. Outrossim, cabe a população cobra do Estado, através de movimentos sociais, a criação ou aplicação de auxílios financeiros para famílias de baixa renda que tenham filhos matriculados nas escolas, contribuindo assim para que os alunos estudem em vez de trabalharem.