Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 19/11/2021
“Construimos muitos muros e pontes pontes”. Essa afirmação do teólogo e cientista inglês Isaac Newton, pode ser facilmente aplicada ao comportamento da sociedade diante da evasão escolar no Brasil, já que essa conjuntura é marcada pela construção de barreiras educacionais e a escassez de medidas para sua erradicação. Assim, torna-se claro que esse panorama tem origem através da desigualdade social e de um papel passivo do Estado.
Sob esse viés, é preciso de incio, discorrer acerca da disparidade social. Nesse sentido, segundo o político alemão Adenauer, todos vivem sob o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizonte. Seguindo esse pensamento, observa-se que os alunos de baixa renda, se vêem obrigados a abandonar a escola para irem em busca de oportunidades de emprego, em que na maioria das vezes acabam ingressando em trabalhos de situações precárias, só pra obter uma fonte de renda. Desse modo, a pobreza de muitos alunos na sociedade é o que impulsiona eles abdicarem sua formação educacional.
Outrossim, é imperativo pontuar a omissão governamental como agravante dessa problemática supracitada. À luz dessa perspectiva, seguindo os ideais defendidos na obra “Teoria de Justiça”, do filósofo contratualista Jonh Raws, um Governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores. Entretanto, a falta de recursos monetários, a ausência de infraestrutura e materiais de ensino no ambiente educacional faz com que os alunos percam o interesse em estudar e acabam abandonando os estudos. Dessa maneira, a postura do Governo faz com que os ideais presentes na obra de Jonh Raws não sejam elencados na Nação Verde e Amarela.
É crucial, portanto, superar a gênese dessa problemática. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, como instância máxima na administração executiva, promover maior aparato aos alunos de baixa renda. Isso pode ser feito, por meio da destinação de auxílios estudantis, para ajudar os alunos com as despesas de casa, a fim de minimizar a desigualdade Social fazendo com que os alunos não troquem a escola pelo emprego. Além disso, o Ministério da Educação, junto aos senadores e deputados devem destinar verbas para investimentos em uma infraestrutura escolar de qualidade, de forma que chame a atenção dos alunos. Só assim, será possível construir mais pontes e derrubar os muros da evasão escolar, refutando a premissa de Newton.