Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 17/11/2021
Segundo a Constituição federal de 1988, todos os brasileiros têm direito à educação. Tal garantia, entretanto, não está sendo assegurada na prática, visto que a evasão escolar se configura como um grande obstáculo da realidade brasileira. Dado o exposto, torna-se fundamental analisar duas das causas do problema: a ausência de incentivos e a falta de condições dos parentes.
Nessa lógica, observa-se, primeiramente, que a família, como formadora de costumes, deve sempre incentivar a educação. Para o psicólogo Vygotsky, o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio em que está inserido. Sob tal ótica, é possível compreender que a falta de estímulos por parte dos familiares durante toda a vida escolar tem influência na decisão do filho de desistir da escola. Por conta da carência de estímulos, as crianças crescem sem dar o devido crédito à educação, pois seus progenitores, que deveriam influenciá-los, não cumpriram seus papéis.
Vale ressaltar, também, que a baixa renda da família é outro fator que interfere na evasão acadêmica. De acordo com o estudo Aprendizagem em Foco, a renda per capita dos que não terminaram o ensino fundamental corresponde a cerca de 49,3% daqueles que concluíram o ensido médio na idade correta. Nessa perspectiva, observa-se que, nos dias atuais, a educação vem sendo um privilégio, quando deveria ser um direito de todos. Em função da falta de renda, muitos adolescentes se vêem obrigados a saírem da escola para trabalharem e ajudarem com as despesas de casa, para que não passem necessidades.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de reverter o cenário atual. Para isso, compete à família fomentar a vida escolar desde os primeiros anos e entrar em contato com o colégio caso não tenha condições de deixar o filho estudar. Esta ação ocorreria por meio de parcerias com o Ministério da Educação, uma vez que este, após comprovar a renda, daria um auxílio educação à família, com o objetivo de que os jovens não tenham vontade e nem necessidade de sair da escola. Dessa forma, o Estado poderá, finalmente, cumprir com o que foi proposto pela Carta Magna.