Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 20/08/2021

Constituição Brasileira. Formação plena. É garantido ao indivíduo o acesso à educação básica até o ensino médio. Entretanto, é evidente que uma parcela da sociedade não usufrui totalmente desse direito por questões de desigualdades sociais e falta de incentivo. Com isso, podemos perceber o aumento no número de evasão escolar e analfabetismo.

A princípio, a necessidade do trabalho torna-se alvo para o abandono escolar. Nesse viés, segundo o IBGE, quatro a cada dez jovens deixam a escola para começar a trabalhar e complementar a renda em casa. Através desse recorte social, nota-se a desigualdade enfrentada por jovens e crianças que deveriam se preocupar apenas com os estudos e com brincadeiras rotineiras ao invés de abrirem mão de tudo para auxiliar financeiramente em casa. Logo, enquanto mantiver esse padrão, os números de evasão irão continuar aumentando exponencialmente.

Ademais, percebe-se que a falta de incentivo governamental impacta negativamente o desempenho. Nesse sentido, é notória a falta de infraestrutura adequada nas escolas para que os alunos sintam-se à vontade, acolhidos e motivados a continuarem suas trajetórias nos estudos. Segundo Paulo Freire, “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é virar opressor”. Dando margem, assim, para a criminalidade e ao analfabetismo das pessoas que, infelizmente, saem precocemente das instituições de ensino.

Entende-se, portanto, que a evasão e suas consequências são um problema e precisam ser combatidas. Para isso, o Ministério da Economia deve criar um “voucher” mensal para auxiliar os alunos mais carentes financeiramente a continuarem estudando sem impactar a renda familiar. Tal “voucher” só será distribuído aos alunos que mantiverem suas notas e seus índices de presença na média. Além disso, cabe ao Ministério da Educação equipar as escolas para que se torne um ambiente agradável e bem estruturado, para assim, garantir os direitos previstos pela Constituição plenamente.