Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 17/08/2021

Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. A tese defendida por esse americano pode apontar para o fato de que os governantes não irão acabar com os desafios da evasão escolar entre os brasileiros, porque é utópico, para Sowell, alegar que tem como extinguir esse entrave social. Outrossim, esses representantes do povo não apresentam medidas eficazes para minimizar a problemática. Destarte, é necessário discutir as principais causas dessa mazela social, que são: as discrepâncias sociais e a omissão do Poder Público na educação básica vigente.

Nesse ínterim, as disparidades econômicas são uma das principais responsáveis por agravar esse infortúnio, haja vista o abandono das instituições de ensino por parte dos jovens a fim de ajudar financeiramente sua famílias e manter suas condições básicas de sobrevivência, de modo que essa parcela da população se sujeite a trabalhos informais. Em outras palavras, sob a ótica da corrente literária do realismo, o meio determina o indivíduo de maneira positiva. No entanto, isso não ocorre no Brasil, cenário que é evidenciado pelas crianças que vendem balas em semáforos ao invés de estarem nas salas de aula adquirindo conhecimento. Logo, é inadmissível que em um país de alta taxa tributária o Estado não promova recursos financeiros para que os indivíduos mais carentes possam estudar.

Outrossim, é notório a ineficiência do aparato institucional na garantia de um sistema educional democrático e eficiente, diferente do que prevê a Constituição de 1988. Um exemplo que concretriza esse fato é o de que os índices de abandono alcançam 6,1% durante ensino médio, segundo o site da G1.com, pois muitos ambientes escolares não realizam debates acerca da importância do aprendizado no desenvolvimento social, de maneira que a ausência da atuação competente dos dirigentes desse sistema ocasione desinteresse por seus alunos. Sendo assim, é revoltante que no Brasil, país signatário dos Direitos Humanos, o Governo transgrida com a educação pública.

Portanto, em vista dos paradigmas supracitados, urge ao Ministério da Educação, importante órgão do governo, promover fundos aos estudantes em situações vulneráveis, por intermédio do bom aproveitamento de impostos, além de palestras que incentivem o interesse dos jovens de estarem presentes nos espaços para aprender. Espera-se com isso, que os índices de evasão escolar sejam mitigados, a fim de que os ideais de igualdade não sejam apenas uma preposição teórica, mas sim real.