Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/08/2021
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante o acesso à educação para todos os cidadãos. Entretanto, a permanência nas escolas tem sido um problema a ser enfrentado. Sob essa ótica, a desigualdade social, bem como a inoperância escolar, são fatores preponderantes para evasão escolar.
A princípio, é fundamental ressaltar que a situação socioeconômica é um fator que corrobora com a saída dos jovens das escolas. Tendo em vista que muitos adolescentes precisam ajudar financeiramente suas famílias. Nesse aspecto, após as Revoluções Industriais e a urbanização acelerada no Brasil na década de 70, houve um inchaço urbano, por conseguinte, uma segregação nas classes sociais. Desse modo, muitas famílias formam moram em lugares à margem, sem infraestrutura e com negligencia do governo. Logo, os alunos se sentem obrigados a mudar as suas condições financeiras a certo prazo, com trabalhos diárias para ajudar a família
Ademais, convém salientar que o setor educacional precisa mudar o seu método de ensino. Segundo Augusto Cury, em seu livro “A fascinante construção do eu”, as escolas usam uma antiga pedagogia, de assuntos decorados e sem a aproximação dos professores e alunos. Nesse viés, percebe-se uma metodologia mecanizada, que por vezes não te prepara para a vivência prática nas ruas, o que traz para os alunos a sensação de não se enquadrar com o modelo dado. Consequentemente, os jovens acabam desistindo dos estudos, e ficam suscetíveis pelo ócio a se envolverem com coisas erradas
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomados para resolver esses impasses e cumprir com as garantias constitucionais. Em vista disso, cabe ao governo, como instância máxima da esfera administrativa, investir em políticas públicas voltadas para as áreas periféricas nas cidades, por meio de leis que permitam a destinação de verbas públicas para o investimento na infraestrutura, saneamento básico, quadras poliesportivas, escolas e cestas básicas para as famílias carentes. Por fim, faz-se necessário a mudança no método de ensino das escolas, pelo Ministério da Educação, com a aproximação dos professores e alunos, com conversas periódicas e o incremento de cursos técnicos na grade curricular, a fim de deixar pratica o ensino teórico dado nas salas de aula. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.