Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/07/2021

De acordo com o pedagogo e filósofo Paulo Freire, a educação brasileira sofre com muitos educadores seguidores do conceito “educação bancária". Isto é, o docente enxerga o aluno como um banco no qual deposita o conhecimento sem incentivá-lo a criar a própria liberdade de pensamento. Logo, essa falha educacional tem sido uma das causas da evasão escolar na sociedade verde e amarela, uma vez que o estudante não se sente motivado para concluir seu ciclo de estudos. Dessa forma, muitos jovens têm deixado de adquirir conhecimento e socialização ao praticar a desistência escolar.

Em primeira análise, observa-se a falha no preparo dos docentes para lidar com os educandos brasileiros. Em consonância a isso, segundo a perspectiva freiriana, para se obter uma educação produtiva e eficiente, o docente deve seguir o dialogismo educacional. Ou seja, o professor necessita buscar instrumentos para dialogar com seus alunos de forma horizontal e não vertical. Desse modo, os alunos são motivados a continuar no processo de aprendizado. Porém, esse ideal não tem se concretizado no campo escolar do país em questão.

Por conseguinte, nota-se como a desmotivação dos estudantes tem causado a evasão escolar e afastado os jovens do acesso à socialização e à formação da cidadania individual. Assim sendo, constata-se a extrema importância da escola na formação de cada cidadão na sociedade brasileira. Nessa conjuntura, seguindo a ótica do filósofo Émile Durkheim, as escolas são mecanismos secundários para a introdução das pessoas na sociedade. Dessarte, torna-se imprescindível o aumento da motivação dos alunos em persistir na jornada educacional.

Portanto, medidas amenizadoras da problemática em questão são imperiosas para a construção de uma educação brasileira eficiente. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação instruir os professores a utilizar uma metodologia incentivadora para com seus alunos, por meio de aulas obrigatórias de psicopedagogia focadas em demonstrar como é importante a criação de uma a relação horizontal entre docente e estudante. A partir disso, a “educação bancária” será um conceito raramente vivido no Brasil, e consequentemente, diminuirá a evasão escolar e incentivará o indivíduo a criar a própria liberdade de pensamento.